Era uma vez uma madame tão jeitosa como não havia outra; a vizinha gostava muito dela, e as amigas mais ainda. Tinham-lhe mandado fazer uma capinha vermelha com um capuchinho, que lhe ficava tão bem que toda a gente lhe chamava Capuchinho Vermelho. | |
Certo dia, a vizinha fez um bolo e disse-lhe: — Vai saber das tuas amigas, porque me disseram que estão sozinhas; leva-lhe este bolo e este boiãozinho de manteiga. | |
— Vou visitar as minhas amigas e levar-lhes um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha vizinha. — E elas moram longe? — perguntou o lobo. | |
— Muito bem — disse o lobo. — Também quero ir fazer-lhe uma visita. Eu vou por aqui, e tu vais por ali. Veremos quem chega primeiro. O lobo deitou a correr pelo caminho mais curto e a menina foi pelo caminho mais comprido, entretendo-se a apanhar avelãs, a fumar ganza, a correr atrás das borboletas e a fazer raminhos com as flores e plantas de cannabis que encontrava. O lobo não levou muito tempo a chegar a casa das vizinhas. Bateu à porta: truz! Truz! | |
— Quem é? — Perguntaram as amigas. — Sou a vossa amiga Capuchinho Vermelho — disse o lobo, disfarçando a voz. — Trago-vos um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha vizinha. | |
As boas amigas, que estavam na cama numa orgia lésbica, gritaram: — Pega na aldraba e levanta o fecho. O lobo pegou na aldraba e a porta abriu-se. Atirou-se as amigas e já se preparava para as comer em várias posições num abrir e fechar de olhos, porque havia mais de três dias que não comia nada, quando as amigas, muito assustadas, fugiram e foram esconder-se no armário, fechando a porta por dentro. O lobo apanhou as cuecas e soutiens das amigas, pôs ambas as coisas e meteu-se na cama à espera do Capuchinho Vermelho, que dali a pouco veio bater à porta. Truz! Truz! | |
—Quem é? — perguntou o lobo, mas já à espera do Capuchinho Vermelho. O Capuchinho Vermelho, que ouvira a voz grossa do lobo, assustou-se, mas, julgando que as amigas estivessem bêbadas, respondeu: | |
— Sou a vossa amiga Capuchinho Vermelho. Trago-vos um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha vizinha. O lobo disse, com uma voz muito meiga: — Pega na aldraba e levanta o fecho. O Capuchinho Vermelho pegou na aldraba e levantou o fecho, e a porta abriu-se. O lobo, ao vê-la entrar, disse-lhe, escondendo-se debaixo do cobertor: — Põe o bolo e o boiãozinho de manteiga em cima da arca e vem deitar-te ao pé de mim. O Capuchinho Vermelho tirou a capa e ia meter-se na cama, quando olhou muito admirada para a avó e perguntou: — Ó amiga, porque tem uns braços tão grandes? | |
— São para te abraçar melhor, amor! —Avó, porque tem umas pernas tão grandes? — São para as abrir melhor, minha amiga. | |
— Avó, porque tem as orelhas tão grandes? — São para te ouvir melhor, minha querida. — Avó, porque tem uns olhos tão grandes? — São para te ver melhor, minha neta. — Avó, porque tem uns dentes tão grandes? — São para te comer. E, dizendo estas palavras, o lobo mau saltou da cama para comer o Capuchinho Vermelho nas mais variadas posições do Kamasutra. Mas a madame gritou, gritou tanto, tanto, que os lenhadores que andavam na floresta vieram a correr para lhe acudir. E deram uma tareia tão grande no lobo que ele fugiu a ganir, cheio de medo e nódoas negras. Depois, os lenhadores abriram o armário, dentro do qual as amigas, coitadas, tinham desmaiado com o susto. Mas bastou molharem-lhe a testa com uma pinguinha de Jameson ou J&B com ginger-ale para elas abrirem os olhos e ficarem logo boas. | |
terça-feira, 30 de agosto de 2011
O Capuchinho Vermelho
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
CONTOS DE ENCANTAR
Em breve, semanalmente, irei aqui contar várias histórias de encantar para a "pequenada".
Fiquem atentos... muito atentos...
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PESO DA RÉGUA - A futura capital dos adultérios
APARENTEMENTE BOAS FAMÍLIAS, MAS OU POR FALTA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA DO MARIDO, OU POR DESEJOS ADÚLTEROS DA MULHER, A VERDADE É QUE POR CÁ, TANTO A PERCENTAGEM DE CORNOS MANSOS E DE MULHERES COM A LIBIDO NOS VALORES MÁXIMOS CONTINUA A AUMENTAR.
PERDEU-SE O RESPEITO MÚTUO, OU SERÁ QUE QUEM MAIS DINHEIRO METE EM CASA É QUE MANDA?
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